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Sá Pinto – Sporting CP

Ricardo Manuel Andrade Silva Sá Pinto, nasceu a 10 de Outubro de 1972 no Porto – Portugal. Posição: Futebolista (avançado) e Treinador (principal e formação)
Avançado com uma alma enorme que se entregava completamente ao jogo, aliando a essa raça, uma boa técnica e uma grande mobilidade, que lhe permitiam desempenhar várias funções do meio-campo para a frente, sempre com alto rendimento.
Natural do Porto jogou nos iniciados do principal clube da Cidade, mas foi no Salgueiros que concluiu a sua formação e onde iniciou a sua carreira de futebolista profissional, dando logo nas vistas e chegando a Selecção de Esperanças que ajudou a atingir a Final do Europeu de 1994.
Transferiu-se para o Sporting em 1994 e pela mão de Carlos Queirós, pegou logo de estaca na equipa principal, estreando-se a marcar, num jogo contra o Farense, a contar para a 1ª jornada do Campeonato (época 1994/95), numa temporada em que conquistou a Taça de Portugal, troféu que o Sporting já não ganhava há 13 anos, e em que chegou à Selecção A, ao serviço da qual esteve presente no Europeu de 1996.
A 30 de Abril de 1996 viveu a sua grande noite, quando marcou dois dos três golos com que o Sporting derrotou o FC Porto na Finalíssima da Supertaça, disputada em Paris, numa altura em que já era uma das principais figuras do Sporting, um jogador carismático e um símbolo da raça leonina, com uma relação muito próxima com os adeptos, principalmente com os das claques, que o baptizaram como “Ricardo Coração de Leão”.
Em 1996 foi distinguido com o Prémio Stromp na categoria Futebolista.
Impulsivo e irreverente, viu a sua ascensão ser travada por um acto irreflectido, quando agrediu o Seleccionador Nacional Artur Jorge, o que lhe custou uma suspensão de um ano, acabando por ser transferido para a Real Sociedad de Espanha, onde esteve três temporadas.
Entretanto regressou à Selecção e em 2000 marcou novamente presença num Europeu, findo o qual voltou ao Sporting, onde ganhou mais uma Supertaça e participou na conquista do Campeonato da época de 2001/02, numa altura em que as lesões que o levaram a ser operado aos joelhos por quatro vezes, não o deixavam, mas a sua garra e o seu enorme espírito de luta, permitiram-lhe superar todos esses difíceis obstáculos e voltar a jogar regularmente.
Fez parte da equipa que chegou à Final da Taça UEFA de 2005, disputada no Complexo Alvalade XXI, participando em 9 dos 15 jogos dessa campanha, e na temporada seguinte após a saída de Beto, passou a ser o Capitão da equipa.
Anunciou então a sua retirada, mas depois de ser expulso na antepenúltima jornada do campeonato, voltou atrás na sua decisão e resolveu jogar mais uma época. No entanto Paulo Bento já não contava com ele, pelo que acabou por terminar a sua carreira no Standard de Liège onde escolheu a camisola 76 em homenagem à Juventude Leonina.